Este é o novo blog UERJ Ocupada, o blog que nasceu como o veículo oficial de comunicação da ocupação da reitoria da UERJ, em setembro de 2008, continuou como o principal meio de comunicação dos estudantes da nossa Universidade e que volta agora, em 2009, renovado para um ano de muita luta e, sobretudo, de ocupação do espaço da Universidade para a construção da UERJ que queremos.

Venha fazer parte deste movimento você também! Fique sabendo por aqui o que está acontecendo, se informe, mas sobretudo PARTICIPE, pois este blog é um espaço feito para ser ocupado pelos estudantes da UERJ.

Envie fotos, criticas, denuncias, sugestões, historias, artigos, desenhos, charges etc. para o e-mailocupacaouerj@gmail.com teremos prazer em publicar o que nos for enviado!
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Pauta de Reivindicações da Ocupação

Pauta de reivindicações para negociações com o Governo do Estado:

1 - 6% da arrecadação tributária líquida para a Uerj, como consta no
artigo 309 da Constituição do Estado, suspenso por liminar consedida
por Gilmar Mendes para o Governo.

Pauta de reivindicações para negociações com a Reitoria:

1 - Desistência de todos os processos judiciais que envolvem
estudantes do DCE, bem como a feitura de uma transação que tenha por
objeto a renúncia por parte da Reitoria de futuramente processar
civel, penal e administrativamente quaisquer estudantes que integram
a ocupação. Além disso, será garantido que não haverá perseguição
política de qualquer espécie aos mesmos.

2 - Compromisso público da Reitoria com os prazos para o início das
obras do Bandejão em todos os campi, bem como a participação dos
estudantes em um fórum deliberativo e paritário que terá por objeto
discutir como se dará a concretização do restaurante universitário.

3 - Transporte inter-campi.

4 - Reforma estrutural efetuada com a participação estudantil.

5 - Garantida a concretização da lei 5230 que dispõe que todo
estudante cotista receba durante todo o curso universitário a bolsa
auxílio.

6 - Alojamento estudantil e creche universitária para todos os campi.

7 - Reestruturação e melhoria da biblioteca da FFP e FEBF.

8 - Revisão dos critérios para a utilização dos espaços - internos e
externos - da universidade e garantia de que os estudantes poderão
utilizar-se desses espaços.

9 - Reestruturação do prédio dos alunos, o qual deverá ser
controlado pelos estudantes.

10 - Feitura de uma olimpíada estudantil na universidade.

11 - Reutilização e controle do espaço do antigo bar do DCE pela
entidade.

12 - Doação de data-show e de tela de projeção para o DCE.

13 - Afastamento imediato de Maurício Mota da DJUR.

14 - Apoio da Reitoria pelo não preenchimento do SIGO.

15 - Paridade nos conselhos superiores.

16 - Abertura de concurso público para professores e técnicos em
todos os campi, além de uma maior fiscalização das contratações.

17 - Aumento das bolsas - qualitativo e quantitativo - e revisão dos
critérios de acumulação de bolsas.

18 - Livre acesso ao bacharelado.

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Vitória da Ocupação 2! - Negociações podem avançar

Na Assembléia ocorrida ontem à noite, os estudantes ocupados analizaram as contra-propostas da Reitoria. A primeira questão era com relação aos processos judiciais.

O pré-requisito do movimento de ocupação para seguir nas negociações era a retirada dos processos judiciais. A Reitoria aceitou em parte, apresentando uma contra-proposta: retirarão os processos ao mesmo tempo da desocupação (acompanhada de um ou mais advogados do nosso movimento, a reitoria vai ao fórum protocolar a petição pedindo arquivamento dos processos. No momento em que estiverem protocolando, o advogado do nosso movimento liga para nós e da um sinal, sob o qual desocuparíamos a Reitoria). O tempo da desocupação, por sua vez, será decidido pelo próprio movimento de ocupação em conseqüência do andamento das negociações das demais pautas. Até lá, as negociações entrariam nos dezoito pontos da pauta de reivindicações do movimento. A Assembléia de ontem decidiu aceitar o acordo e somente dar prosseguimento às negociações quando este estiver devidamente assinado pelo Reitor em exercício.

Além disso, a Reitoria aceitou a proposta do nosso movimento de se comprometer a não processar criminal, civil ou administrativamente qualquer aluno em função da ocupação. A Assembléia decidiu também já celebrar este acordo para dar prosseguimento às negociações.

Analisando as contra-propostas da Reitoria, a Assembléia deliberou ainda que a ocupação continua até que mais avanços sejam sinalizados. Além da primeira vitória do movimento de ocupação (o início da licitação de equipamentos para o Bandejão do campus Maracanã, anunciado anteontem no Diário Oficial e publicado neste blog), a mobilização estudantil rendeu mais frutos e a Reitoria se comprometeu a agregar representações estudantis na comissão que está criando o restaurante universitário; articular na Alerj uma emenda ao orçamento de 2009 para garantir a verba dos bandejões da FFP e da FEBF; agregar representações estudantis na comissão responsável por acompanhar as questões estruturais da universidade; promover um estudo de demanda sobre o ônibus inter-campi; disponibilizar para os estudantes a relação de pedidos de abertura de concursos públicos para técnicos e docentes, no intuito de aprofundar a discussão sobre abertura de concursos; e fornecer a lista de imóveis da universidade para instrumentalizar as discussões sobre a criação do alojamento estudantil.

Além disso, as pautas menos emergenciais aparentemente serão todas atendidas, como a realização de uma olimpíada universitária, a disponibilização de data show e tela de projeção para os estudantes realizarem seus eventos culturais e acadêmicos, a retomada do espaço do antigo bar do DCE no primeiro andar para a criação de um café cultural dos estudantes e a cessão de um espaço fixo no Prédio dos Alunos para gestão do DCE.

Algumas pautas, no entanto, ainda não tiveram avanços. O pedido de exoneração de Maurício Mota do cargo de Diretor Jurídico da Uerj não foi acatado. A questão dos critérios para acumulação de bolsas está dependendo de parecer jurídico já solicitado pela Reitoria. Quanto à creche estudantil, a Reitoria se colocou contrária, mas disposta a debater. Por fim, a negociação sobre questões como o não preenchimento do SIGO, paridade nos conselhos superiores e livre acesso ao bacharelado estão limitadas, já que são temas de competência do Conselho Universitário e do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão. O movimento de ocupação decidiu propor que a paridade nos Conselhos Superiores seja tratada não só nos próprios Conselhos Superiores (onde a tendência é tudo se manter como está), mas também em um Congresso Universitário Estatuinte com participação universal ou paritária.

Vale ressaltar que a comissão de negociação da ocupação conseguiu o compromisso da Reitoria de que cumpriŕa integralmente a lei que garante que a bolsa dos cotistas será paga durante todo o período de duração do curso. Além disso, será publicada uma nota oficial da universidade afirmando que jamais a ocupação ameaçou o cumprimento desta lei, conforme diziam boatos mal intencionados reproduzidos em alguns espaços na Uerj.

Hoje, às 14h, haverá mais uma rodada de negociações. O movimento de ocupação levará o que foi discutido na Assembléia de ontem, a começar pela formalização do acordo de retirada dos processos. Mais informações sobre as negociações neste blog.

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Postado por Ocupação UERJ no Uerj - Reitoria Ocupada em 9/25/2008 12:57:00 PM

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Sobre boato do 6° Batalhão

Foi espalhado em alguns veículos de informação da internet que o 6° Batalhão da Polícia Militar estaria vindo para a ocupação enfrentar o nosso movimento. A Comissão de Negociação da Ocupação já procurou saber sobre o caso e chegou à conclusão de que isso não passa de um boato (pelo menos por enquanto... hehehe). Ficaremos atentos, mas ressaltamos a importância de nos mantermos tranqüilos.

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Postado por Ocupação UERJ no Uerj - Reitoria Ocupada em 9/25/2008 01:50:00 PM

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Sobre a segurança da Uerj - complementos e incidentes

A pedidos de seguranças companheiros do nosso movimento, cabe uma complementação da matéria publicada no domingo. Nesta matéria não ficou claro que a entrada de alimentos foi regularizada ainda no fim de tarde de domingo. Além disso, a suspeita era de haver alguém ligado à Reitoria ou ao Governador infiltrado na ocupação e não diz respeito a todos os seguranças que trabalhavam no dia.

O problema de comunicação foi fruto da ausência de luz e das restrições à livre circulação de pessoas, já que o responsável por atualizar este blog não pôde ter acesso à internet. Desta forma, por telefone foram passadas informações para o companheiro Marcelo Salles, todas corretas e corretamente postadas no blog, no entanto defasadas a partir de um momento de domingo.

Vale lembrar que este esclarecimento está sendo prestado com o intuito de demonstrar nosso respeito a uma parte do segmento de seguranças da Uerj, que não compactuam com a postura intimidatória adotada por muitos de seus colegas de profissão no último domingo.

Por fim, lembramos que ainda esperamos a retratação pública por parte da administração central, da chefia da segurança edos envolvidos diretamente com o incidente ocorrido com o MC Wandinho, quando o convidamos a esta ocupação e ele foi levado pela segurança para a sala do setor, interrogado, intimidado e, mesmo depois de explicar o porquê de estar aqui, mandado embora. Não toleramos discriminação racial, cultural e social. Por isso, ainda não esquecemos o caso e estamos esperando pronunciamento sobre isso.

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Postado por Ocupação UERJ no Uerj - Reitoria Ocupada em 9/25/2008 12:39:00 PM

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Professores continuam em greve

Os professores da Uerj, em greve desde o dia 15, decidiram hoje pela manutenção da greve, por entenderem que é o unico meio de forçar a negociação com o Governo do Estado, que só recebeu a comunidade da Uerj após a ocupação da reitoria e o início da greve.

Noticia retirada do site da ASDUERJ (www.asduerj.org.br):

A greve continua, Cabral a culpa é sua

Numa assembléia extensa, realizada em um auditório completamente lotado, os docentes da Uerj decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão, tomada por grande maioria, foi observada por contraste visual.

O fórum deliberou também pela defesa da convocação imediata das reuniões do Conselho Universitário e do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão.


Deliberações da Assembléia Docente 24 de setembro de 2008:

Manutenção da greve;Ampliação do comando de greve;

Confecção de faixa divulgando o movimento de greve;

Posicionamento favorável à convocação imediata dos conselhos;

Incorporação ao ato do Muspe (02/10);

Chamar o Grupo Tortura Nunca Mais para acompanhar as denúncias de desrespeito aos Direitos Humanos no tratamento dado pela reitoria aos estudantes na ocupação (consultar o DCE);

Participar da assembléia comunitária, com indicativo para o dia 26/09, às 10h;

Realizar assembléia no dia 01/10, às 16h;

Realizar “bicicleta” em Copacabana.

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Invasão ou Ocupação?

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Primeira conquista da ocupação!

Foi anunciado hoje que o Governo do Estado e a Reitoria cederam às pressões da ocupação, a licitação do bandejão do campus Maracanã começará a ser feita graças à mobilização e à organização de todo o movimento estudantil da Uerj em torno desta causa.

É uma vitória de todos nós, que mostra a força que os estudantes organizados têm para lutar pelos seus direitos!

Na pagina 38 do diário oficial de hoje (terça) do poder executivo, foi anunciado o inicio da licitação para a aquisição de equipamentos para o bandejão.

A licitação, que acontecerá em forma de pregão eletrônico, ocorrerá no dia 3 de outubro às 14h no site www.caixa.gov.br .

Segue a integra da nota do diário oficial retirada de http://www.imprensaoficial.rj.gov.br/asps/visualiza_pdf.asp :

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AVISOS

LICITAÇÃO POR PREGÃO ELETRÔNICO N° 209/2008
A UERJ torna pública que fará realizar no dia 03/10/2008, às 14 horas,
no site: www.caixa.gov.br, a licitação em epígrafe para Aquisição
de equipamentos para cozinha industrial, mobiliário e outros para o
restaurante universitário da UERJ, no valor total estimado de R$
720.383,13.
Os editais e os demais elementos que o integram estarão à disposição
das empresas interessadas no site: www.daf.uerj.br e www.caixa.
gov.br.
Id: 662930. A faturar por empenho

Mais informações sobre esta conquista e a luta pelos onbibus intercampi, 6%, creche universitária, alojamento, entre outros AMANHÃ às 19h na Assembléia da Ocupação.

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Não fique aí parado, venha fazer a sua parte!

Ato em defesa da educação*

Dia 24, quarta feira, 12h no hall do queijo e 13h no portão principal da UERJ

Na UERJ e Na uenf, estudantes que já na agüentam mais a precarização da universidade ocuparam suas reitorias em busca de melhorias.

Diante de todas essas lutas, foi combinado um ato unificado em defesa da educação publica, que ocorrerá simultaneamente na cidade de campos e no amracanã. Aqui, as 12h haverá um ato-almoço no hall do queijo, seguido de manifestação as 13h saindo do portão principal. Participe!

*venham de preto, como forma de protesto, para marcar o “velório” de nossa universidade.

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Duas Uerj's - parte IV - "Para pensar no Banheiro..."

Este é o banheiro particular da vice-reitora...

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...humilde, com secador de mão automático com ar quente...

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...e um livro, o único livro, que lê enquanto lá está:

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Já os estudantes não podem ter momentos como o da Vice-Reitora

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Mas, em compensação, não precisam se preocupar em secar as mãos...

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Queremos avançar nas negociações. Consideramos absurdo vivermos em uma universidade onde há tamanha disparidade entre o tratamento que a Reitoria dá a si própria e o tratamento dispensado aos estudantes e trabalhadores. Relembrando: toda essa estrutura da Reitoria que estamos divulgando neste blog foi erguida em menos de um ano, visto que o incêndio do ano passado não deixou pedra sobre pedra neste lugar. Queremos a mesma disposição e rapidez para a construção do Bandejão e atendimento das demandas dos estudantes.

Nossas reivindicações são direitos! Não estamos pedindo favores. A administração pública precisa ser transparente e razoável. A Universidade Pública precisa garantir o pleno acesso e a permanência dos estudantes. Queremos bolsas mais dignas, respeito aos bolsistas, bandejão, reformas, ônibus inter-campi, alojamento, creche universitária, os 6%... Enfim, queremos uma Uerj para todos!

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Mais uma tentativa...

A Reitoria da Uerj formou uma comissão de três professores para o reinício das negociações. A comissão entrou em contato com a comissão de negociação da ocupação, estabelecendo o primeiro contato depois do rompimento do diálogo pela própria Reitoria.

A Comissão de Negociação da ocupação já avisou que o religamento da energia e a retirada dos processos são indispensáveis para o reinício das negociações. A comissão da Reitoria responderá às exigências em breve, quando será feita uma reunião para negociar a pauta de reivindicações.

O Movimento de Ocupação estabeleceu contato, na semana passada, com os deputados estaduais Marcelo Freixo e Paulo Ramos (da frente parlamentar em defesa da Uerj). Essa semana, os ocupantes vão intensificar os canais de mediação com o legislativo estadual, principalmente porque a verba aprovada pela Assembléia Legislativa (Alerj) para o Bandejão corre o risco de ser perdida pela Uerj caso as obras não se iniciem ainda neste ano. O reitor, por sua vez, não dá explicações sobre a quantas anda essa questão.

Além disso, os últimos acontecimentos publicados neste blog, que afrontam direitos humanos e agridem a educação pública estadual, serão levados às Comissões pertinentes na Alerj e devidamente documentados para que as providências necessárias sejam tomadas.

Mais informações neste blog.

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Ocupação da Reitoria da UERJ - INFORME URGENTE!

(Marcelo Salles, Fazendo Media)
Os estudantes que ocupam a reitoria da UERJ acabam de ser ameaçados por seguranças da universidade, neste domingo (21), às 17h40. Segundo relatos dos estudantes, a energia elétrica foi cortada e a entrada foi proibida. Com isso, o fornecimento de alimentos foi interrompido. Os estudantes também afirmam que há seguranças infiltrados na Ocupação e que eles teriam rasgado documentos dos alunos. O clima é de hostilidade no local.

Informações com estudantes que estão dentro da Ocupação, neste momento:

Guilherme - (21) 8661-2795
Fabi - (21) 9113-3505

Ouça o depoimento do estudante de direito Guilherme Pimentel, integrante da Ocupação, concedido a Carlos Latuff neste domingo, às 18h37.

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Resposta do movimento à tentativa de desqualificar ocupação

Latuff entrevista porta-voz da Comissão de Comunicação da Ocupação sobre entraves na negociação e pontos polêmicos da pauta da ocupação.

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Ocupação na mídia independente - matéria retirada de www.fazendomedia.com

Ocupação denuncia má administração da UERJ
20.09.2008 | 01h42 |
Por Marcelo Salles, salles@fazendomedia.com

Acompanhado do bravíssimo artista gráfico Carlos Latuff, visitei, nesta sexta-feira (19), a UERJ, cuja reitoria foi ocupada por estudantes no dia 10 de setembro. Há cerca de 200 estudantes mobilizados, sendo que 60 desses estão diretamente envolvidos na organização da Ocupação. Ouvi histórias interessantes por lá, coisas que as corporações de mídia omitem sistematicamente. Segundo os estudantes, no frigobar do reitor havia água perrier (R$ 5 a garrafinha), enquanto andares inteiros da UERJ possuem bebedouros quebrados ou com água imunda. Uma vez os estudantes encheram uma garrafa com esta água e foram passando de sala em sala perguntando: "O que vocês acham que tem aqui?". Em função da cor barrenta, respondiam de tudo: "chá, mate, suco de goiaba", menos água. Na copa da reitoria, vi um fogão daqueles elétricos, que custam cerca de R$ 2.600,00 (mais que a magnífica lixeira do reitor da UnB, que moveu a mídia por custar R$ 1 mil). Outros artigos de luxo encontrados no gabinete do reitor, segundo os estudantes: tâmaras, damascos e chá inglês (inglês mesmo, com o texto da lata em inglês).

Os estudantes decidiram ocupar a reitoria para denunciar as condições precárias em que se encontra a UERJ. Uma caminhada por seus andares revela fiações expostas, buracos no chão, água suja nos bebedouros, ausência de equipamentos de segurança (que se existissem teriam impedido o incêndio do ano passado). Mas não só. Os estudantes também denunciam a privatização do espaço da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, financiada com dinheiro do contribuinte fluminense: existem cursos de línguas pagos funcionando a pleno vapor e pelo menos dois caixas eletrônicos do banco Itaú estão dentro da unidade Maracanã. Segundo os estudantes, foram encontradas documentos referentes ao aluguel desses dois caixas eletrônicos no valor de R$ 30 mil sobre a mesa do reitor. Na pauta de reivindicações encontram-se ainda: o cumprimento do artigo 309 da Constituição Estadual, que determina a aplicação na UERJ de 6% da receita líquida do Estado; construção de bandejões; ônibus intercampi; concurso para professores e técnicos administrativos e carga horária presencial nos cursos de graduação. Por fim, uma reclamação de muitos estudantes é que o reitor não recebe os integrantes do DCE. Segundo integrantes da Ocupação, o reitor Ricardo Vieralves é do PT. O fato é que Vieralves foi secretário estadual de Ciência e Tecnologia da governadora Benedita da Silva (PT), em 2002. Você, caro leitor, viu essas demandas sendo divulgadas pelas corporações de mídia?

Segundo a estudante Fabiane Simão, a reitoria adotou a tática da desqualificaçã o. "Começaram a lançar notas no Globo, no Globo Online, nos chamando de vândalos e invasores, entre outras coisas" (veja no vídeo abaixo). Além desta forma de truculência, os agentes do governo também teriam optado pela intimidação judicial. Segundo os relatos dos estudantes, Maurício Mota, diretor jurídico da UERJ, articulou três processos contra o DCE enquanto instituição e contra alguns estudantes, individualmente. As ações são de reintegração de posse, interdito proibitório e civil pública. Os estudantes acreditam que vão conseguir reverter as ações. E denunciam: "Na USP, a reitoria levou 20 dias para mover uma ação como essa". Na UERJ de Sérgio Cabral (PMDB), só levaram dois.

Esta já é a ocupação mais longa da reitoria da UERJ, em toda a história da universidade. Na noite desta sexta-feira, os estudantes decidiram, em assembléia, manter a ocupação por tempo indeterminado. Além disso, a reunião deliberou que as pautas prioritárias durante a negociação com a reitoria são: 1) bandeijão; 2) ônibus intercampi; 3) concurso para professores e técnicos administrativos; 4) carga horária presencial para a graduação. Além disso, ficou decidido que a retirada das ações contra os estudantes é condição prévia para qualquer negociação.

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Matéria do jornal Record No Ar do dia 18/09 sobre a ocupação

Matéria fala sobre a ocupação da reitoria e mostra a situação de abandono que nossa universidade vive.

O Reitor disse que não há motivo para protestar, o Governo disse que não há motivo para protestar.

Assista a matéria abaixo:

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As águas da Uerj

Para os estudantes...

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Já na Reitoria...

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Comunicado do Movimento de Ocupação em resposta a nota publicada pela Reitoria no site da Uerj e distribuída pelos seguranças no campus Maracanã.

Carta aberta à comunidade

No dia 10 de setembro deste ano, os estudantes, reunidos em uma Assembléia em dois turnos, deliberaram, entre outras coisas, uma pauta de reivindicação estudantil e a ocupação da Reitoria. A ocupação é legítima, pois é pacífica, foi democraticamente deliberada em Assembléia dos estudantes, e se justifica porque Vieiralves se recusava a receber o DCE, que solicitava esclarecimentos sobre a real situação da universidade e dos direitos dos estudantes.

Após o início do movimento de ocupação, aqueles ligados ao Reitor logo trataram de botar suas garras de fora, questionado a ocupação e soltando algumas pérolas como: “não há motivos para protestar” e “a relação com o governo do estado nunca foi tão boa...”. Quem estuda e trabalha na Uerj sabe que motivos para protestar não faltam, tanto que os três segmentos estão em luta. Queremos melhorias na estrutura e no ensino, bandejão, e tantas outras coisas essenciais para uma Universidade de qualidade que nos são negadas pela Reitoria e pelo Governo do Estado.

Em carta aberta, a Reitoria se coloca como vítima, ressaltando tudo o que teria feito em prol dos estudantes da Uerj, tendo a ousadia de tomar para si os méritos de conquistas resultantes de anos de luta e mobilização da comunidade acadêmica, como o aumento das bolsas. Onde estava a Reitoria quando Sérgio Cabral entrou com recurso contra o artigo 309 da Constituição Estadual que destina 6% da arrecadação tributária líquida do Estado à Uerj? O que foi publicado no portal quando sofremos esse ataque do governador? Por que será que não há a mesma disponibilidade da reitoria em responder as arbitrariedades de Cabral? Será que procede a alegação de Vieiralves de que ele só teria responsabilidade pela Uerj no período dos últimos dez meses?

A resposta é simples e o próprio currículo lattes do Reitor Vieiralves nos mostra. Vieiralves foi sub-reitor da Uerj duas vezes. A primeira vez, na sub-reitoria de Extensão. A segunda vez, na sub-reitoria Graduação. Além disso, suas relação com os governos estaduais responsáveis pelo aprofundamento de nossa crise nunca foram escondidas: participou do governo Garotinho, e ocupou (pasmem!) duas Secretarias do Estado ao mesmo tempo no governo Benedita (Secretaria de Ciência e Tecnologia e Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo). Depois, foi ocupar o cargo de Diretor do Museu da República e, quando sai de lá para assumir a Reitoria da Uerj, teve seu espaço ocupado por, nada mais nada menos, que a mãe de Sérgio Cabral, Magaly Cabral.

Para quem tem dúvidas, indicamos o seguinte link, atualizado pelo próprio reitor:

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4780741H0

No entanto, ele não é uma exceção. Nilcéia, última Reitora a ser apóia por Vieiralves, de cuja administração o atual Reitor participou, tinha postura bastante semelhante. E hoje, qual teria sido o seu destino? Saiu da Reitoria direto para o Governo Federal, caminho natural para quem não costuma se indispor com os governos, mesmo diante da absurda política hegemônica de sucateamento das instituições públicas.

A reitoria deveria ser representante da comunidade junto ao Governo, lutando de fato por esta instituição, mas infelizmente o que acontece é justamente o oposto. O que temos no comando da Universidade é um verdadeiro posto avançado do Governo do Estado, que reproduziu as nojentas técnicas da Polícia Militar carioca quando nos chamou para uma reunião de negociação, em que, na verdade, estavam nos esperando com oficiais de justiça a postos para nos citar judicialmente.

Não precisamos dizer que, para nós, é um claro atestado de incompetência uma instituição de educação tratar seus estudantes como réus e trair-lhes a confiança num momento em que deveriam conversar para avançar na melhoria da universidade.

Hoje estamos ocupando a Reitoria, sim! Muitos membros da comunidade acadêmica estão conhecendo os luxuosos espaços de poder de nossa Universidade, contrastando claramente com uma instituição abandonada. Além disso, pela primeira vez a Reitoria esta sendo obrigada a receber os estudantes para esclarecer a quantas anda o nosso Bandejão (cuja verba já existe, mas não há sequer um sinal de início de sua construção), ouvir nossa pauta de reivindicações e iniciar um processo de negociação. Queremos o direito à educação, não só para nós, mas para as gerações que virão. Nossa pauta é a demonstração disso.

Por fim, desafiamos Vieiralves a publicar também esta nossa resposta no site da Uerj, bem como incluir no mesmo um link de nosso blog, o informativo oficial do Movimento de Ocupação. O Reitor precisa entender que o site da Universidade é patrimônio público e não dele. Se hoje ele é o Reitor, a Reitoria é nossa!

Rio de Janeiro, Reitoria Ocupada, 18 de setembro de 2008.

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Duas UERJs bem diferentes

Enquanto o banheiro dos estudantes está assim....

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Na Reitoria, a história é outra....

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Os estudantes sofrem ....

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